Da Redação
“Quando eu comecei no vôlei, eu era muito tímida, não tinha amizade com nenhuma das meninas e tinha muita vergonha”. O relato da atleta Maria Vitória Verones Cavalari, de 12 anos, resume uma das fases de adaptação que marcou o início da trajetória da jovem nas quadras. Natural de Dourados, ela começou no esporte a partir de uma atividade na escola e, desde então, passou a construir uma história marcada por treinamentos, competições e busca por evolução.
Maria Vitória nasceu em 8 de agosto de 2013 e teve o primeiro contato com o vôlei durante um treino realizado na escola onde estudava. A experiência despertou o interesse pela modalidade e fez com que ela procurasse novas oportunidades de aprendizado.
“Minha trajetória no vôlei começou através de um treino que eu tinha na minha escola. Aí eu percebi que realmente queria jogar vôlei. Conheci o Felipe, que dava treino em uma outra escola e, mesmo com muito medo e insegura, pedi para minha mãe para fazer uma aula com ele. Logo em seguida, ele abriu a escolinha”, contou a jovem, que hoje mora em Maracaju.
O início, segundo a atleta, foi marcado por dificuldades relacionadas principalmente à confiança. Além de aprender os fundamentos do esporte, Maria Vitória precisou lidar com a adaptação ao ambiente de competição e à convivência com outras jogadoras.
“Quando eu entrei, não sabia nem fazer um toque direito e sempre que eu errava algo me dava vontade de chorar e parar de treinar”, afirmou.
A mudança começou quando recebeu um convite para treinar com atletas mais velhas. Mesmo com receio, ela decidiu aceitar o desafio e passou a conviver com novas companheiras de equipe.
“Minha mãe chegou em casa e me falou que o Felipe tinha me chamado para ir treinar com as meninas mais velhas. No começo eu não tinha muita certeza se iria conseguir, mas falei para minha mãe que eu iria. Cheguei no treino com muito medo, mas deu tudo certo. Daí comecei a me enturmar com as meninas, meu medo foi passando e fui melhorando”, relatou.
A atleta explica que a insegurança foi diminuindo com o passar do tempo, embora os desafios emocionais ainda façam parte da rotina de quem compete.
“Perdi todo meu medo e minha insegurança, mas ainda assim, quando chegava de um jogo ruim, eu chorava e queria desistir”, disse.
Um dos momentos que ajudaram no processo de crescimento foi a primeira competição fora de Dourados. Maria Vitória lembra que a viagem para Jardim foi marcada pelo nervosismo, mas também pelo resultado positivo dentro de quadra.
“Um dos principais momentos foi meu primeiro jogo fora da cidade. Nós fomos para Jardim e eu estava muito nervosa, mas deu tudo certo e conseguimos ganhar. Depois desse jogo comecei a ter um pouquinho mais de segurança”, contou.
Atualmente, a rotina da atleta envolve estudos e preparação esportiva. Durante a manhã, ela frequenta a escola e, no período da noite, participa dos treinamentos. Para ela, a dedicação nos treinos é parte importante do processo de evolução.
“Minha rotina é ir para a escola de manhã e à noite treinar e dar o meu máximo nos treinos. Quando estamos perto de alguma competição, eu evito faltar nos treinos para me preparar”, explicou.
Dentro da equipe, Maria Vitória destaca a importância do trabalho coletivo e da relação com as companheiras. Segundo ela, o esporte contribuiu para desenvolver aspectos dentro e fora das quadras.
“Dentro e fora de quadra eu me dou bem com as meninas do vôlei e sempre dou meu máximo em tudo”, afirmou.
Na trajetória da jovem atleta, a família e o treinador Felipe aparecem como referências no processo de desenvolvimento. Maria Vitória destaca que o apoio recebido foi importante principalmente nos momentos em que pensou em desistir.
“As pessoas que mais me ajudaram foram o Felipe e minha família. O Felipe, desde o primeiro dia que entrei, estava sempre disposto a me ajudar, e minha família porque sempre que eu duvidava de mim mesma eles falavam que eu era capaz e que eu não iria desistir”, relatou.
Entre as competições que considera importantes estão a Copa da Amizade e os Jogos Escolares de Mato Grosso do Sul (Jems). Segundo Maria Vitória, esses torneios representam momentos de preparação e aprendizado.
“Os campeonatos mais importantes para mim são a Copa da Amizade e o Jems, porque a gente se prepara muito bem”, afirmou.
Sobre o cenário da modalidade no Estado, a atleta avalia que Mato Grosso do Sul oferece oportunidades para quem deseja seguir no esporte.
“O vôlei no Mato Grosso do Sul é muito bom e tem várias oportunidades boas”, disse.
Para os próximos anos, Maria Vitória pretende continuar aprimorando suas habilidades e participar de novas competições.
“Meus principais objetivos para os próximos anos são continuar evoluindo, poder jogar vários campeonatos e dar o meu máximo sempre”, declarou.
A jovem também deixa uma mensagem para outros atletas que estão começando no esporte.
“O conselho que eu daria é para vocês nunca desistirem dos seus sonhos e sempre se esforçarem o quanto puderem”, afirmou.