Esporte Ágil - Sem propostas, Arena Multiuso será gerida pela prefeitura
Pan-americano | UOL | 01/08/2007 10h58

Sem propostas, Arena Multiuso será gerida pela prefeitura

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Rio de Janeiro (RJ) - A Arena Multiuso, principal equipamento esportivo construído pela Prefeitura do Rio de Janeiro no Complexo do Autódromo para os Jogos Pan-Americanos, não será mais privatizada. A concessão, que seria de 40 anos, não teve interessados. Com isso, gestão da instalação será assumida pelo Município, através da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer.

"A Arena é um equipamento importante e que pode ser rentável. Fizemos um pedido salgado e, se não tivermos licitantes, nós mesmos vamos assumir esse custeio", avisou o prefeito César Maia na segunda-feira, durante reunião do secretariado, já prevendo a falta de interessados.

A proposta pública era ceder o espaço à iniciativa privada por um período de 40 anos, recebendo no mínimo R$ 129,4 milhões em parcelas anuais. A construção da Arena custou R$ 120 milhões. Os outros equipamentos construídos no Autódromo, o Parque Aquático Maria Lenk e o Velódromo, também vão ser administrados pelo poder público.

O Parque Aquático deve contar com parceria da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos e o velódromo, em uma gestão compartilhada pelas confederação nacionais de ciclismo e patinação.

"O custeio desses equipamentos não é tão grande como se pode imaginar. Durante o Pan, fizemos análise e a Arena, com todas as luzes acesas, custa R$ 6.500 por dia", disse o prefeito, que continuou falando em usar os equipamentos para fins alternativos, como shows no velódromo ou tênis no Maria Lenk.

"Esportivamente, temos de inventar eventos para que as instalações sejam usadas. Por exemplo, trazer a equipe colombiana para um desafio internacional de ciclismo. Além disso, podemos também pensar em cobrir a piscina do Maria Lenk ou fazer mais arquibancadas no velódromo para abrigar shows", avisou Maia.

Nesta quarta-feira, a prefeitura deve fazer a concessão do Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão. A proposta prevê que as empresas interessadas devem, obrigatoriamente, estar ligadas a clubes de futebol. O Botafogo é o único que confirma interesse.

"O Engenhão é um caso diferente. Não queremos lucrar, apenas cobrir o custeio", afirma César Maia. O estádio custou R$ 330 milhões aos cofres públicos.

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