Esporte Ágil - Meses de desafio
Esporte Ágil | Vitor Yoshihara | 31/05/2012 01h30

Meses de desafio

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Escutei essa semana o discurso de nosso novo diretor da Fundação Municipal do Esporte (Funesp), Silvio Lobo, convocado para falar na Câmara Municipal sobre o Dia do Desafio, competição mundial entre cidades que consiste em reunir o maior número de pessoas praticando esporte ao mesmo tempo.

Apesar disso, sobrou tempo para discorrer sobre suas ideias e metas nesses poucos meses que terá à frente da fundação. E de tantas palavras ditas, a que mais me chamou a atenção foi "diagnóstico". Silvio está certo. Precisamos urgentemente de uma pesquisa municipal para sabermos quais as reais necessidades do esporte campo-grandense.

Sem um levantamento para conhecermos as demandas, fica inviável criar um Plano Municipal do Esporte, outra bandeira levantada pelo novo diretor em seu discurso. O momento, como este humilde colunista disse várias vezes, é propício. Copa do Mundo e Olimpíadas estão muito próximas e vejo apenas um trabalho para o Centro de Convivência do Idoso Vovó Ziza receber alguma seleção antes da Copa. É muito pouco.

Há dois anos atrás, a palavra "esporte" foi incluída na Lei de Diretrizes Orçamentárias da Capital, colocando-a na teoria como uma das prioridades de investimento no município. Não foi o que aconteceu na prática. A verba da Funesp ainda é muito pequena, não chegando a 0,5% do orçamento municipal - sendo que grande parte é reservada para a manutenção de parques. Sobra pouco para realmente fazer esporte. Vereadores ainda tentam aumentar esse montante para 1%, mas com o pouco interesse dos esportistas fica difícil (em mais de um ano, apenas 284 pessoas assinaram o abaixo-assinado virtual da campanha www.umparatodos.com.br).

A cada dia que passa, penso que o desafio de deixar um legado esportivo em Campo Grande, aproveitando os dois mega-eventos, aumenta ainda mais. A ideia que passo para Silvio é que aproveite esses 6 meses que terá na Funesp para, além de fazer o diagnóstico que ele propôs, procurar verbas federais em Brasília. Existe muito dinheiro lá que será destinado para ações voltadas para as Olimpíadas - como a formação de atletas. Talento nossos jovens esportistas possuem, falta apenas apoio. Ao menos nesse quesito, o diagnóstico não precisará ser feito.

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