Bate-Bola | Da redação | 27/10/2016 15h41

Pedro Rodrigues Loureiro

Compartilhe:
Pedro Loureiro é atleta e diretor do Campo Grande Predadores. Pedro Loureiro é atleta e diretor do Campo Grande Predadores. (Foto: Divulgação)

Diretor do Campo Grande Predadores fala sobre a situação do futebol americano em MS e sobre as dificuldades do clube em 2016.

Fruto da união de atletas de antigos rivais, Jacarés do Pantanal, Campo Grande Cobras e Gravediggers, o Campo Grande Predadores conseguiu seu objetivo para esta temporada: permanecer na primeira divisão da Superliga Nacional de Futebol Americano. A equipe, vice-campeã da segundona no ano passado, se mantém como o único time do Estado a disputar a primeira divisão nacional de uma modalidade coletiva.

Diretor-administrativo do clube, Pedro Rodrigues Loureiro, comemorou a permanência na elite nacional, que só foi conquistada após a vitória sobre o São Paulo Storm, no último mês. “Nosso desempenho, na verdade, era o esperado. É nosso primeiro ano na primeira divisão, estamos enfrentando times com carga muito grande, times com mais de 10 anos de existência. Foi dentro do esperado. Nosso objetivo era não ser rebaixado esse ano”, disse.

Em entrevista ao Esporte Ágil, ele fala ainda sobre a situação do futebol americano em Mato Grosso do Sul e sobre as dificuldades do clube na atual temporada.

Como você avalia o desempenho do clube nessa estreia na primeira divisão da Liga Nacional?
Nosso desempenho, na verdade, era o esperado. É nosso primeiro ano na primeira divisão, estamos enfrentando times com carga muito grande, times com mais de 10 anos de existência. Foi dentro do esperado. Nosso objetivo era não ser rebaixado esse ano.

O foco então era dar rodagem para a equipe?
Sim, ganhar experiência. No ano passado, a gente ficou na final da segunda divisão da Liga Nacional. E, nesse primeiro ano, pretendemos ganhar bagagem para o time fortalecer para os próximos anos.

Quais dificuldades encontraram?
Esse ano conseguimos ter algum apoio, conseguimos o Jacques da Luz com a Funesp (Fundação Municipal de Esportes), apoio de campo para treinar. Conseguimos apoio para duas viagens. Mas nossa maior dificuldade é conseguir dinheiro, hoje ainda a maioria dos custos saem dos bolsos dos atletas. Cada viagem custa, em media, de R$ 12 a R$ 16 mil. São três viagens por temporada.

Qual a realidade do futebol americano em Mato Grosso do Sul?
Agora estamos desenvolvendo o esporte. Ele existe por aqui há cinco ou seis anos. Nosso time é o único praticamente, já que juntamos o Predadores e o Gravediggers. Agora é um só. No interior desenvolve mais devagar. Tivemos um amistoso contra o Redlands, de Dourados. Tem um começo de time em Três Lagoas, já teve em Maracaju e acabou. No interior é mais difícil.

O que fazer para o esporte deslanchar por aqui?
Precisamos de apoio, que é o principal fator, e visibilidade na mídia para conseguir publico.

É um esporte para brutamontes?
Temos um time sub-17, então podem participar meninos de 12 anos até homens de todas as idades. Depende da pessoa que queira praticar o esporte. O cara tem que ter uma qualidade mental de ‘brutamonte’. Não pode ser muito sensível, claro, pois é um esporte de contato. O porte físico é indiferente, pois temos atletas de 1,60m até 2,10m, cara que pesa 65kg até 130kg.

VEJA MAIS
Compartilhe:

PARCEIROS